✎ minhas escritas

Esse é meu pequeno arquivo de palavras.

Aqui guardo poesias, pensamentos, desabafos, histórias, personagens e algumas coisas que provavelmente deveriam ter permanecido apenas dentro da minha cabeça.

Não sou uma escritora profissional.
Sou apenas alguém que descobriu que algumas dores ficam menos barulhentas quando viram palavras.

♡ últimas coisas que escrevi

há em mim... uma vontade morta de viver

setembro, 2026 • poesia

há em mim uma vontade morta de viver. não uma vontade de morrer. seria simples demais.

querida eu do futuro...

23 de setembro de 2026 • desabafo

estou cansada... pensei em dizer que já estou exausta de tentar...

What Remains of Heaven

livro • em desenvolvimento

Nadia Voss desapareceu na floresta quando ainda era criança. Dez anos depois, Elise Moreau recebe uma missão. Encontrá-la.

♡ poesias & fragmentos

poemas, pensamentos, frases que apareceram às três da manhã e coisas que doeram o bastante para merecer um lugar aqui.

há em mim... uma vontade morta de viver

setembro, 2026

há em mim uma vontade morta de viver. não uma vontade de morrer. seria simples demais.

autópsia de um amor

setembro, 2026

abri nosso amor sobre a mesa procurando a causa da morte.

eu sobrevivi, infelizmente

setembro, 2026

sobreviver parece uma palavra bonita até você descobrir o trabalho que dá.

✦ fragmentos

eu sou uma construção malfeita de um caos que aprendeu a se decorar. pendurei quadros nas rachaduras, coloquei flores onde a parede cedeu e chamei de personalidade tudo aquilo que um dia precisei inventar para continuar sendo eu.
eu sinto, no fundo do meu coração, que um dia vou esquecer você. e isso não é uma declaração de amor. é um lamento.
os poetas inventaram metáforas porque dizer a verdade diretamente seria uma crueldade. ninguém escreve “me abandonaram e isso me destruiu”. escrevemos sobre casas vazias, invernos intermináveis, flores morrendo na janela. talvez porque a dor, quando recebe um nome bonito, pareça um pouco menos humilhante.
lua cheia. peito vazio. e eu, mais uma vez, confundindo silêncio com paz.
eu não consigo escrever poesias invisíveis para pessoas especiais. minha literatura sempre nasce das coisas que me fazem mal. talvez seja por isso que minhas melhores palavras tenham vindo das minhas piores noites.
naquele dia eu fui uma pessoa horrível. como em vários outros. como em partes demais da minha vida. mas existe algo estranhamente humano em admitir que nem sempre fomos a vítima da história. às vezes também fomos a ferida na memória de alguém.
eu já falei sem pensar. mas também já fiquei horas pensando no que não falei. e talvez sejam justamente essas palavras, as que morreram antes de chegar à boca, que ainda fazem mais barulho dentro de mim.

☁ desabafos

coisas que eu precisava dizer, mesmo quando não havia ninguém para ouvir.

querida eu do futuro...

23 de setembro de 2026

estou cansada... pensei em dizer que já estou exausta de tentar...

o que sobra quando alguém vai embora

setembro, 2026

eu achei que quando você fosse embora levaria tudo com você. não levou.

☾ contos

histórias pequenas demais para virarem livros e grandes demais para continuarem vivendo apenas dentro da minha cabeça.

às 03:17

conto curto

todas as noites, exatamente às 03:17, alguém batia três vezes na janela.

☆ histórias

mundos que inventei porque aparentemente uma vida só não era suficiente.

What Remains of Heaven

ficção • em desenvolvimento

Uma garota desaparecida. Uma floresta que deveria ter sido esquecida. E duas pessoas que, dez anos depois, descobrem que algumas promessas sobrevivem até ao fim do mundo.

♧ personagens

criaturas que vivem dentro da minha cabeça sem pagar aluguel.

Nadia Voss

What Remains of Heaven

Nadia desapareceu quando ainda era criança. Durante dez anos, Elise acreditou que ela estava morta.

Elise Moreau

What Remains of Heaven

Elise cresceu acreditando que havia perdido Nadia para sempre. Até receber uma missão que mudaria tudo o que acreditava saber.

What Remains of Heaven

O Que Restou do Céu

livro em desenvolvimento.

escrito por Myn.

Nadia Voss e Elise Moreau cresceram juntas no Bellweather House.

Eram inseparáveis.

Até o dia em que Nadia desapareceu na floresta.

Disseram a Elise que ela havia morrido.

Dez anos depois, Elise recebe uma missão relacionada a uma pessoa que deveria estar morta.

Nadia.


✦ páginas & trechos

vou colocar aqui, aos poucos, páginas, cenas, anotações e pequenos fragmentos do livro.

prólogo

em breve...

um pequeno pedaço do prólogo poderá aparecer aqui.

capítulo 01

em desenvolvimento

páginas serão adicionadas conforme eu decidir publicá-las.

todas as coisas que ainda quero te dizer

isso não é nada profissional.

é só uma poeta amadora escrevendo pra não enlouquecer.

um arquivo de sentimentos, poesias, cartas, raiva, saudade e coisas que talvez nunca encontrem a pessoa para quem foram escritas.

✦ textos recentes

querida eu do futuro...

23 de setembro de 2026

há em mim... uma vontade morta de viver

setembro, 2026

... inacabados

cemitério de ideias, frases abandonadas e histórias que talvez um dia eu termine.
talvez eu nunca termine isso. talvez algumas palavras tenham nascido apenas para permanecer pela metade.
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há em mim... uma vontade morta de viver

setembro, 2026

há em mim uma vontade morta de viver.

não uma vontade de morrer.

seria simples demais.

é uma vontade de viver que parece ter chegado tarde ao próprio enterro.

ela ainda respira.
eu sei.

às vezes sinto alguma coisa se mexendo debaixo dos escombros.

quando escuto uma música bonita.

quando o céu fica absurdamente azul.

quando rio antes de lembrar que estava triste.

e então penso:

talvez eu ainda queira viver.

só não aprendi novamente como se faz isso.

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autópsia de um amor

setembro, 2026

abri nosso amor sobre a mesa procurando a causa da morte.

procurei entre as promessas.

entre as mensagens antigas.

entre os “eu te amo” que agora parecem evidências de um crime que ninguém confessou.

talvez ele tenha morrido lentamente.

talvez tenha sido uma dessas mortes silenciosas que acontecem enquanto duas pessoas ainda juram que está tudo bem.

no fim, fechei o corpo.

causa da morte:

indeterminada.

algumas coisas acabam sem sequer terem a educação de explicar por quê.

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eu sobrevivi, infelizmente

setembro, 2026

sobreviver parece uma palavra bonita até você descobrir o trabalho que dá.

ninguém fala sobre a manhã seguinte.

sobre levantar.

escovar os dentes.

responder “tô bem” para alguém que não perguntou querendo realmente saber.

sobreviver não teve música.

não teve cena bonita.

teve eu.

deitada.

olhando para o teto.

pensando:

“de novo?”

e mesmo assim levantando.

talvez viver seja só isso em alguns dias.

continuar sem transformar a continuação em poesia.

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querida eu do futuro...

23 de setembro de 2026

querida eu do futuro...

estou cansada... pensei em dizer que já estou exausta de tentar, que estou esgotada e que preciso descansar...

que eles me perdoassem caso eu não fosse forte o bastante...

caso eu... falhasse.

mas não falei.

talvez porque uma parte de mim ainda esteja esperando você.

você existe, não existe?

em algum lugar depois de todos esses dias que parecem não acabar.

eu queria saber como você está.

queria saber se ainda dói.

se você ainda acorda com esse vazio estranho no peito ou se, em algum momento entre mim e você, ele finalmente ficou menor.

me conta que eu consegui chegar até aí.

não precisa dizer que fiquei forte.

sinceramente, estou cansada de ter que ser forte o tempo inteiro.

só me diz que continuei.

mesmo chorando.
mesmo com raiva.
mesmo sem saber exatamente por quê.

espero que você tenha encontrado alguma coisa que eu ainda não consigo enxergar daqui.

uma música nova que virou sua favorita.

uma história que você não conseguiu parar de ler.

alguém que fez você rir até doer a barriga.

talvez um amor.

e, se não houver amor nenhum, espero que tenha aprendido que a sua vida ainda pode ser bonita sem ele.

então, querida eu do futuro...

se você estiver lendo isso, significa que houve um amanhã depois desse hoje.

e eu acho que por enquanto isso já é o bastante.

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o que sobra quando alguém vai embora

setembro, 2026

eu achei que quando você fosse embora levaria tudo com você.

não levou.

deixou músicas.

deixou frases.

deixou lugares que agora possuem uma versão sua que só existe dentro da minha cabeça.

deixou hábitos que eu nem sabia que tinha aprendido.

e deixou, principalmente, perguntas.

muitas.

talvez seja isso que as pessoas realmente deixam quando vão embora.

não saudade.

perguntas.

saudade, com o tempo, aprende a dormir.

perguntas não.

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às 03:17

conto curto

todas as noites, exatamente às 03:17, alguém batia três vezes na janela.

toc.
toc.
toc.

no começo, eu pensei que fosse um galho.

depois percebi que não havia árvore perto da janela.

na quinta noite, criei coragem para abrir a cortina.

não havia ninguém.

apenas meu reflexo.

fiquei alguns segundos olhando para ele.

até perceber uma coisa.

eu estava parada.

meu reflexo não.