✎ minhas escritas
Aqui guardo poesias, pensamentos, desabafos, histórias, personagens e algumas coisas que provavelmente deveriam ter permanecido apenas dentro da minha cabeça.
Não sou uma escritora profissional.
Sou apenas alguém que descobriu que algumas dores ficam menos barulhentas quando viram palavras.
♡ últimas coisas que escrevi
há em mim... uma vontade morta de viver
setembro, 2026 • poesiahá em mim uma vontade morta de viver. não uma vontade de morrer. seria simples demais.
querida eu do futuro...
23 de setembro de 2026 • desabafoestou cansada... pensei em dizer que já estou exausta de tentar...
What Remains of Heaven
livro • em desenvolvimentoNadia Voss desapareceu na floresta quando ainda era criança. Dez anos depois, Elise Moreau recebe uma missão. Encontrá-la.
♡ poesias & fragmentos
há em mim... uma vontade morta de viver
setembro, 2026há em mim uma vontade morta de viver. não uma vontade de morrer. seria simples demais.
autópsia de um amor
setembro, 2026abri nosso amor sobre a mesa procurando a causa da morte.
eu sobrevivi, infelizmente
setembro, 2026sobreviver parece uma palavra bonita até você descobrir o trabalho que dá.
✦ fragmentos
☁ desabafos
querida eu do futuro...
23 de setembro de 2026estou cansada... pensei em dizer que já estou exausta de tentar...
o que sobra quando alguém vai embora
setembro, 2026eu achei que quando você fosse embora levaria tudo com você. não levou.
☾ contos
às 03:17
conto curtotodas as noites, exatamente às 03:17, alguém batia três vezes na janela.
☆ histórias
What Remains of Heaven
ficção • em desenvolvimentoUma garota desaparecida. Uma floresta que deveria ter sido esquecida. E duas pessoas que, dez anos depois, descobrem que algumas promessas sobrevivem até ao fim do mundo.
♧ personagens
Nadia Voss
What Remains of HeavenNadia desapareceu quando ainda era criança. Durante dez anos, Elise acreditou que ela estava morta.
Elise Moreau
What Remains of HeavenElise cresceu acreditando que havia perdido Nadia para sempre. Até receber uma missão que mudaria tudo o que acreditava saber.
What Remains of Heaven
O Que Restou do Céu
escrito por Myn.
Nadia Voss e Elise Moreau cresceram juntas no Bellweather House.
Eram inseparáveis.
Até o dia em que Nadia desapareceu na floresta.
Disseram a Elise que ela havia morrido.
Dez anos depois, Elise recebe uma missão relacionada a uma pessoa que deveria estar morta.
Nadia.
✦ páginas & trechos
vou colocar aqui, aos poucos, páginas, cenas, anotações e pequenos fragmentos do livro.
prólogo
em breve...um pequeno pedaço do prólogo poderá aparecer aqui.
capítulo 01
em desenvolvimentopáginas serão adicionadas conforme eu decidir publicá-las.
todas as coisas que ainda quero te dizer
é só uma poeta amadora escrevendo pra não enlouquecer.
um arquivo de sentimentos, poesias, cartas, raiva, saudade e coisas que talvez nunca encontrem a pessoa para quem foram escritas.
✦ textos recentes
querida eu do futuro...
23 de setembro de 2026há em mim... uma vontade morta de viver
setembro, 2026... inacabados
há em mim... uma vontade morta de viver
há em mim
uma vontade morta de viver.
não uma vontade de morrer.
seria simples demais.
é uma vontade de viver
que parece ter chegado tarde
ao próprio enterro.
ela ainda respira.
eu sei.
às vezes sinto
alguma coisa se mexendo
debaixo dos escombros.
quando escuto
uma música bonita.
quando o céu fica
absurdamente azul.
quando rio
antes de lembrar
que estava triste.
e então penso:
talvez eu ainda queira viver.
só não aprendi novamente
como se faz isso.
autópsia de um amor
abri nosso amor
sobre a mesa
procurando a causa
da morte.
procurei
entre as promessas.
entre as mensagens antigas.
entre os “eu te amo”
que agora parecem
evidências
de um crime
que ninguém confessou.
talvez ele tenha morrido
lentamente.
talvez tenha sido
uma dessas mortes
silenciosas
que acontecem
enquanto duas pessoas
ainda juram
que está tudo bem.
no fim,
fechei o corpo.
causa da morte:
indeterminada.
algumas coisas acabam
sem sequer terem
a educação
de explicar por quê.
eu sobrevivi, infelizmente
sobreviver parece
uma palavra bonita
até você descobrir
o trabalho que dá.
ninguém fala
sobre a manhã seguinte.
sobre levantar.
escovar os dentes.
responder “tô bem”
para alguém
que não perguntou
querendo realmente saber.
sobreviver
não teve música.
não teve cena bonita.
teve eu.
deitada.
olhando para o teto.
pensando:
“de novo?”
e mesmo assim
levantando.
talvez viver
seja só isso
em alguns dias.
continuar
sem transformar
a continuação
em poesia.
querida eu do futuro...
querida eu do futuro...
estou cansada...
pensei em dizer
que já estou exausta
de tentar,
que estou esgotada
e que preciso descansar...
que eles me perdoassem
caso eu não fosse
forte o bastante...
caso eu...
falhasse.
mas não falei.
talvez porque
uma parte de mim
ainda esteja
esperando você.
você existe,
não existe?
em algum lugar
depois de todos esses dias
que parecem não acabar.
eu queria saber
como você está.
queria saber
se ainda dói.
se você ainda acorda
com esse vazio estranho
no peito
ou se,
em algum momento
entre mim e você,
ele finalmente
ficou menor.
me conta
que eu consegui
chegar até aí.
não precisa dizer
que fiquei forte.
sinceramente,
estou cansada
de ter que ser forte
o tempo inteiro.
só me diz
que continuei.
mesmo chorando.
mesmo com raiva.
mesmo sem saber
exatamente por quê.
espero que você
tenha encontrado
alguma coisa
que eu ainda
não consigo enxergar daqui.
uma música nova
que virou sua favorita.
uma história
que você não conseguiu
parar de ler.
alguém que fez
você rir
até doer a barriga.
talvez um amor.
e,
se não houver amor nenhum,
espero que tenha aprendido
que a sua vida
ainda pode ser bonita
sem ele.
então,
querida eu do futuro...
se você estiver
lendo isso,
significa que houve
um amanhã
depois desse hoje.
e eu acho
que por enquanto
isso já é o bastante.
o que sobra quando alguém vai embora
eu achei que quando
você fosse embora
levaria tudo com você.
não levou.
deixou músicas.
deixou frases.
deixou lugares
que agora possuem
uma versão sua
que só existe
dentro da minha cabeça.
deixou hábitos
que eu nem sabia
que tinha aprendido.
e deixou,
principalmente,
perguntas.
muitas.
talvez seja isso
que as pessoas
realmente deixam
quando vão embora.
não saudade.
perguntas.
saudade,
com o tempo,
aprende a dormir.
perguntas não.
às 03:17
todas as noites,
exatamente às 03:17,
alguém batia
três vezes na janela.
toc.
toc.
toc.
no começo,
eu pensei que fosse
um galho.
depois percebi
que não havia árvore
perto da janela.
na quinta noite,
criei coragem
para abrir a cortina.
não havia ninguém.
apenas meu reflexo.
fiquei alguns segundos
olhando para ele.
até perceber
uma coisa.
eu estava parada.
meu reflexo não.